terça-feira, 5 de novembro de 2013

Destilada

A bebida era destilada,
Tu eras destilada, meus pensamentos não tem sentido,
Vodka forte, que desce queimando,
Bebida forte, que deixa a noite solitária.

A brisa que se tornava um conjunto de sinfonias,
A solidão que me deixava cada vez mais só.
A maldição de ter uma vida infeliz,
A prisão.

A bebida era destilada,
E você, era o que me faltava para desfragmentar-me ao mundo.

Sentindo o momento através das luzes da cidade,
A cidade noturna, calma, sorrateira e pensativa,
A cidade noturna, que me dava prazer,
Sentar-me a grama para pensar sobre a vida.

Vida essa, repentinamente amargurada.
Vida essa, que me queimava por dentro.
Queimava-me como a bebida,

E a bebida, a bebida era destilada.

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