A bebida era destilada,
Tu eras destilada, meus
pensamentos não tem sentido,
Vodka forte, que desce queimando,
Bebida forte, que deixa a noite
solitária.
A brisa que se tornava um
conjunto de sinfonias,
A solidão que me deixava cada vez
mais só.
A maldição de ter uma vida
infeliz,
A prisão.
A bebida era destilada,
E você, era o que me faltava para
desfragmentar-me ao mundo.
Sentindo o momento através das
luzes da cidade,
A cidade noturna, calma,
sorrateira e pensativa,
A cidade noturna, que me dava
prazer,
Sentar-me a grama para pensar
sobre a vida.
Vida essa, repentinamente
amargurada.
Vida essa, que me queimava por
dentro.
Queimava-me como a bebida,
E a bebida, a bebida era
destilada.