- O que é aquilo? Aquilo, naquela árvore... – Disse o elfo.
- O que? Ah... Aquilo é um arvoresco. – Responde com muita
calma, o ancião.
- Um arvoresco? – Disse o elfo, confuso ao mesmo tempo em
que leva a mão e coça a cabeça.
- E logo mais para frente é um aqualungo, ali, naquele rio,
está vendo?
- O que? Onde?
- Está vendo aquele rosto no tronco daquela árvore? E aquela
bolha d’água ali no rio? Está vendo? – Explica o ancião enquanto aponta seu
cajado para o horizonte.
- Ah, estou, mas... – Responde, ainda com confusão.
- Então, arvorescos são árvores falantes, em época de
inverno falam, até demais, mas normalmente apenas ficam paradas, nos acompanhando
com os olhos e pensando no próximo inverno. E aqualungos são bolhas d’água
pensantes, não sei porque eles apenas pensam... E... Ah, eles não falam. –
Interrompe o ancião com sua voz fina.
O ancião e o elfo caminham em direção ao rio, enquanto o
arvoresco, ali parado, os seguia, com os olhos e sua face calma em seu tronco
velho.
- Ah, esses arvorescos não dão um pio na primavera...
O ancião, pega seu pequeno frasco de poções e enche com a
água do aqualungo flutuante. Naquele momento, os dois não falaram nada, apenas
aproveitaram o que a mágica tem a oferecer de melhor para eles, olharam em
volta, e sentiram o aroma da floresta em harmonia com o som da correnteza do
rio, perceberam que sim, aquele lugar foi feito para os dois...
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