quinta-feira, 19 de junho de 2014

Let's have our bads together

É complicado o fato de você achar aquilo que procura. Imagine uma órbita de uma estrela. Imagine que “aquilo” – no meu caso, alguém – é a estrela, e você é somente um cometa insignificante que tem um único sentido: orbitar sua estrela. Você não está sozinho, entretanto, se sente que é a parte mais importante do sistema solar, a cada planeta que você encontra pela frente, você tem a opção de chocar-se com ele, ou simplesmente deixar a gravidade dele te tirar do seu eixo. Nós nunca sabemos o que é certo.

Nós nunca sabemos o que é certo.

Nós nunca sabemos o que é certo.

Nós nunca sabemos o que é certo.

Mas o nosso papel, é, acima de tudo: Confiar.

Confiar.

Confiar.

Confiar.

Eu sou o cometa, você é a estrela, o tempo é o sistema solar, e tudo é o universo. A nossa vida não é fria. Jamais é, jamais será. É com isso que eu acho que estou no caminho certo, dentre todos os entretantos da vida. É a estrela, simplesmente, minha estrela, meu sentido, meu eixo.


Let’s have our bads together...

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Snow, Hadaguin e a poção de crescimento

Em uma janela de uma casa de madeira, existia uma criaturinha pequena, mas não menos humana que o resto da população. Ah, eu já disse que estávamos no Século XV? Então, estávamos no Século XV. Mas continuando, essa criaturinha curiosamente atendia pelo nome de Snow, que é o mesmo do meu coelho, o mesmo de um filho bastardo e o mesmo de um presidente sem escrúpulos, isso não a fazia pior que o tipo de gente que tínhamos na face do planeta que supostamente chamamos de Terra, o que eu acho uma baita falta de criatividade.

Esta criaturinha, sedenta por cerveja, tavernas e espadas, era praticamente dizimada pelas pessoas que a rodeavam na Burcásia, uma pequena vila da Bulgária, horrivelmente por medir 1,49m e ser do sexo masculino, do qual sequer podia responder sobre, pois a altura não se controla correto? Errado, pelo menos para Snow, que tentava de todos os meios para ao menos crescer.

E foi em uma bela tarde com neve – curiosamente para fazer jus ao seu nome – que Snow conheceu o mago Hadaguin, bastante famoso no entorno da Burcásia e as mini-vilícolas do sudoeste da Bulgária.

– Hadaguin, mago aprovado pela Ordem dos Pelor, título dado por nada mais nada menos que Merlin, há 200 anos vivo e distribuindo a palavra dos magos-com-a-barba-maior-que-a-responsabilidade no mundo.

– Snow, não sou um filho bastardo nem comando Panem, só para avisar.

– Ah, bom saber, após ouvir seu nome eu já estava preparando meu abrasco aborio, magia que eu inventei há alguns dias do qual transforma os seres que encontro em coelhos sem pressa, porque de coelhos apressados o mundo já está cheio!

– Bom, eu gostaria de saber se você, o célebre dentre dos os magos dos Pelor, teria uma poção de crescimento.

– Eu até teria, mas não tenho os ingredientes para fazer e preciso ir atrás deles, digo que não é fácil, aliás.

– O que estamos esperando?

– Não sei, o que você está esperando?

– Crescer.

– Isso pode ser facilmente derrubado com a minha mais nova poção do crescimento.

– É disso que estamos falando.

– Certo – falou Hadaguin, enquanto coçava sua barba com sua varinha –, eu tenho a receita, sei onde achar, partiremos ao amanhecer?

– Ao anoitecer, não gosto muito de pegar sol, você sabe, neve e sol não se dão muito bem.

– Justo.

Agora você deve estar se perguntando se eles conseguiram a poção de crescimento, certo? Bom, isso já é um tema para uma outra estória de um outro dia qualquer...

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Tudo é repentino...

Tudo é toscamente repentino, isso é extremamente estranho, vendo pelo fato de que mudamos a cada dia, constantemente e constantemente...

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Mudança

- A tal da mudança é complicada.
- Porque diz isto?
- Nós vamos mudar de lugar, mas não completamente de lugar, nós vamos ficar com as mesmas coisas em um determinado lugar, logo, não importa o lugar que esteja, as coisas vão ser as mesmas.
- Mas isso não faz diferença.
- É claro que faz! Nos dá trabalho, nos tira o ócio para ter as coisas insignificantemente diferente do jeito que estão. Isto me dá preguiça até de pensar!
- Então pare de pensar e leve esta caixa até o caminhão.
- Porque as coisas em caixas?
- Para não danificar.
- Essa é a questão! Nós poderíamos colocar todas as coisas misturadas, é claro que algumas vão quebrar, mas isto pouco importa, pois estaremos trocando por coisas novas, e essa é a chave da questão.
- Então, qual é a chave da questão?
- Isso é uma mudança. E mudanças são complicadas.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Destilada

A bebida era destilada,
Tu eras destilada, meus pensamentos não tem sentido,
Vodka forte, que desce queimando,
Bebida forte, que deixa a noite solitária.

A brisa que se tornava um conjunto de sinfonias,
A solidão que me deixava cada vez mais só.
A maldição de ter uma vida infeliz,
A prisão.

A bebida era destilada,
E você, era o que me faltava para desfragmentar-me ao mundo.

Sentindo o momento através das luzes da cidade,
A cidade noturna, calma, sorrateira e pensativa,
A cidade noturna, que me dava prazer,
Sentar-me a grama para pensar sobre a vida.

Vida essa, repentinamente amargurada.
Vida essa, que me queimava por dentro.
Queimava-me como a bebida,

E a bebida, a bebida era destilada.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Era uma tarde tediosa, aquela...

Era uma tarde tediosa aquela. Trigésimo sexto minuto, da décima terceira hora, do vigésimo dia, do oitavo mês, do décimo e terceiro ano, do vigésimo e primeiro século do que muitos chamavam da era Cristã. Traduzindo ao pé da letra, eram 13h36, do dia 20/08/2013. Agora não mais, já se passou alguns minutos desde que começara a escrever isto aqui em um documento qualquer do Microsoft Word. Visto que era uma tarde incomum, para suas tardes monótonas, entretanto, apesar de ser incomum, não deixava de ser monótona.

Nesta manhã recebera a coleção d’O Guia do Mochileiro das Galáxias, do qual era muito fã, fez esta compra pela internet acerca de duas semanas atrás, e estava um tanto quanto ansioso em receber os livros que tanto admirava. Mas não, ainda era monótona esta tarde. Em compensação aos outros dias em que passa a tarde inteira jogando The Elder Scrolls V: Skyrim, esta tarde está sendo OK, exceto as quintas, que tem aula de guitarra. Ah, ele poderia estar estudando as escalas de nome complicado da guitarra, e a maldição de usar o dedo mindinho em todas elas, maldição mesmo, dedos viciados na preguiça, tipo ele. Quando almoçara, fora direto começar a ler O Guia do Mochileiro das Galáxias pela milésima vez, mas, agora o livro era seu, e o gostinho era mais especial. Abrir o Word para escrever bobagens não estava em seus planos para a tarde, entretanto, achou necessário porque sempre é bom colocar as ideias em algum lugar depois de acompanhar a vida de Arthur Dent e de Ford Prefect. Tem aula a noite, tem um trabalho de história para apresentar do qual já deveria ter feito, mas a mania de deixar tudo para a última hora prevalece. Assim como na guitarra, sequer sabe a ordem da escala e o nome delas, mas vamos lá, eram nomes complicados.

Para quebrar a rotina ainda tinha que ir na lotérica pagar a conta de luz, as vezes ver a luz do sol também é necessário, acho que graças ao Dovahkiin, vem perdendo suas manias de como se comportar em público, se continuar assim, esquece. Além de que deve tomar banho, comer e blá blá blá para ir a escola a noite. Não aguentava mais a vida de colegial, ansiosamente a espera da vida acadêmica, mas ânimo, apenas mais três meses de espera!


Ah, e acho que fazer os deveres é necessário, ainda se pergunta porque foi escrever isto nesta tarde barulhenta, mas espero que tudo ocorra bem quando retomar seu juízo, ao contrário do que foi na última vez quando cortara o cabelo, não teve um dia de paz, mas isto, ah, isto é outra coisa...

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Pensamentos de noites persistentes

Outrora eu pensava,
Que estava aqui para ter um destino,
Outrora eu fazia por merecer,
Todo o meu repentino desprazer,
Para ter um lugar eterno.

Diante da verdade da vida,
Pensei em desistir do nada e do fútil, talvez,
Mudar, mudanças para lá e para cá,
Atenuar a minha existência nesse mundo.

Atenuar o que um dia foi um momento verossímil e encantador,
Atenuar o que um dia foi uma vida cheia de esperança e luz,
Atenuar o destino,
Atenuar a reflexão, das várias noites que passei pensando no universo.

Tudo aqui, tudo ali, tudo em tudo,
Das várias noites que passei escrevendo sobre o destino,
Das várias noites que eu pensei no fim de tudo, no começo de tudo,
Das várias noites, como esta com um pensamento repentino.

Repentino, repetido,
Noites de atenuação e destino,
Noites de existência,

Noites de universo.