sábado, 9 de março de 2013

O ancião


O vento pairava sobre as árvores com um assovio longo. Tudo estava calmo, por hora. Ao fundo, ouvia-se uma clara e duradoura cantiga de pássaros. A floresta era de fato bela, com sua atmosfera de felicidade. A manhã estava calma. A floresta estava calma. Para aquele senhor de idade, tudo estava calmo. Perfeito. Ele caminhava em folhas secas, escutando o estalar das folhas se partindo, era outono, frio. Com seu cajado na mão, continuava no ritmo dos passos. Passo. Cajado, passo. Passo, cajado. Passo. A alegria poderia ser notada na face do velho ancião. Um esquilo estava no ombro do velho e barbado ancião, os cabelos grandes e sujos ficavam até para baixo da cintura, a barba totalmente branca combinava-se com o rosto fino e magro, para uma grande altura ao senhor. Estava com uma cartola verde desbotada, suas roupas eram também desbotadas e verdes, com remendos de outros trajes, aquele senhor vivera há muito tempo ali, ainda vive, seu cajado era de uma madeira que assemelhava-se com salgueiro, escuro e com uma pedra provavelmente mágica com um brilho intenso na ponta, o cajado todo contorcido e com uma espécie de pata para segurar a pedra valiosa. A manhã passava, o tempo parecia um se fechar aos poucos. Estava preocupado o velho senhor. Sua casa era feita em uma árvore, em cima de uma velha árvore, existia uma escada em caracol que dava acesso a velha casa encantada, dentro da casa, sua cama se misturava aos montes de livros e pergaminhos em que havia informações valiosas. Começava a chover. A chuva batia na palha do telhado da casa, forte palha em que resistia a ventos e a chuva, protegendo todo o conhecimento contido na velha casa. O senhor estava cansado, sentou-se e pegou seu cachimbo ao mesmo tempo em que lia algumas informações no pergaminho. “Arquivos dos Duendes da floresta: Parte 1”. Aquilo chamou a atenção do velho senhor, uma rara escrita das criaturas talvez mais espertas deste mundo. O ancião leu aquilo com tremenda curiosidade e branda também, porém com brilho nos olhos a cada palavra lida, o velho senhor descobria segredos a cada dia, apenas aprendendo a tudo, e a todos. Sentimentos. Mistérios. Isolação. Era o que resumia o velho senhor sentado a cadeira de balanço com seu cachimbo olhando a chuva cair sobre a floresta dos mil seres. Paz. Era o que sentia. Felicidade. Outro sentimento que continha em sua mente. O velho senhor para de fumar seu cachimbo e pega o alaúde e começa a dedilhar maravilhosa canção. Observava. Pensava. Refletia. Depois de uma vida inteira de aprendizado, era naquele momento de felicidade e isolação, em que o velho senhor partiria no colo das fadas, para o mais belo lugar em que se via. O paraíso de um lunático. Sua vida chegava ao fim, para a próxima o esperar. E assim que se acaba um conto, uma vida, uma vida feliz.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Infinito estelar

Olho as estrelas, penso de como essa imensidão é tão bela, tão bonita. Acho que eu poderia passar uma noite inteira, apenas admirando tudo lá. Pensar de onde veio tudo isso, a onde vai tudo isso, é gratificante olhar apenas para pensar.

A imensidão do universo me faz pensar, refletir, de onde viemos, para onde vamos? Afinal, essa é a grande questão que nos sustenta. O objetivo de pensar, se estamos sozinhos, se vamos evoluir ao ponto de descobrir mais coisas, isso é incrível, pensar no todo, o todo, o universo.

O universo que nos dá chances para evoluir é o mesmo que nos criou, e que provavelmente vai nos extinguir daqui a milhares, talvez milhões de anos. Nosso planeta, nosso sistema solar, nossa galáxia, nosso universo. Somos o universo, somos tudo.